Somos hipócritas?

Durante esta minha ausência de escrever -tô com serviços urgentes demais, acaba não dando tempo-, o meio policial local esteve movimentado. Rs. Foram presos donos de garagens de carro, proprietários de lojas de informática e um empresário.

Os “garageiros” – assim chamados por aqui-, estavam comprando carros, davam cheques pré-datados, que voltavam sem fundo, e, de brinde, quem vendeu ganhava um financiamento no seu nome para pagar, numa maracutaia com alguns funcionários de bancos e financeiras (assim consegui apurar, através de amigos na polícia e jornais locais). Os “informatiqueiros” – esse nome eu que coloquei agora- revendiam produtos do Paraguai, portanto pirataria. Mas, parece, que o que “pegou” eles foi a não declaração do bom dinheiro que tava entrando em suas contas com esse contrabando. Ambos os casos ficou sob a responsabilidade da Polícia Federal.

Já o empresário se fossem perguntar pra ele “-Como você explica uma coisa dessas?”, ele responderia, igual naquela piadinha que corre na internet quando a esposa chega no restaurante e flagra o marido com a amante: ”Foi azar, muito azar”. Rs. O empresário foi flagrado com uma menor de idade, 17 anos (já não tão menor assim né?) pela Polícia Militar e Delegacia da Mulher (deve ter entrado o Conselho Tutelar também) num motel. A “mocinha” foi ”contratada” na rodovia (é moda agora ficar um monte de mulher de roupinha curta e decotada, andando de lá pra cá, esperando que algum bondoso motorista pare e faça um convite para o “prazer”-kkkk-). Ficou uns dias presos, mas, já tá solto.

Nossa que estórias grandes né? Isso é um blog ou um livro? Rs. Gente, escrevi tudo isso porque o último “escandâlo” (o do empresário) apagou todos os outros. Conheço gente paca e nas rodas de conversa, todo mundo destaca que o pior foi o do empresário, vocês acreditam nisso?

Eu não tô fazendo apologia ao que ele fez. Eu abomino a traição e ele é casado, então a conversa para por aqui, não vou discutir nem o caso da “mocinha” de 17 anos e nem mais nada. Eu sou radical com traição masculina, façam tudo, mas não me traíam, por favor. Mas o cara não roubou ninguém, não contrabandeou, não trapaceou…. Ele ferrou a si mesmo, pode até ter magoado esposa, filhos…. mas o maior ferrado foi ele. Isso me faz pensar que somos meio hipócritas né? Ele foi pego, mas, quantos outros, que agora tão condenando, devem fazer o mesmo? Porque o empresário era acima de qualquer suspeita. Foi um choque!

Então como o que ele fez pode ser considerado pior do que os outros fizeram? Não entendo isso. Tô bege! Rs. Enfim, a vida segue. Pra todos!.

“A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável.” (Kathleen Norris)

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Esse post foi publicado em 3 de julho de 2007 às 18:09 e está arquivado em Geral. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0. Você pode comentar, ou mandar um TrackBack de seu site para cá.

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