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Era uma vez uma árvore de Natal…

Na administração municipal retrasada - o atual prefeito já vai pro segundo mandato-, Votuporanga contava com uma linda árvore de Natal - natural- que era enfeitada com milhares de luzinhas coloridas.  A árvore fica bem no centro da cidade, na praça da Matriz, e, impressionante, como ela virou um cartão postal nesta época do ano. Gente, ela ficava mmmuuuiiitttooo linda! Uma coisa simples e que caiu no agrado da população! O pessoal ia até de madrugada, aproveitando o pouco movimento, tirar fotos e vê-la melhor.

Só quem viu pode entender o que eu tô falando. Durante muitos Natais, ela foi uma referência prá nós daqui. Até eu, que não vou no centro comercial quando ele abre a noite para evitar o tumulto, ia olhar essa árvore, todo bendito ano.

Mas, adivinhem o que aconteceu quando entrou o atual prefeito? ”Mui amigo” -rs- do outro, é claro que ele não continuou com o projeto, alegando que as lâmpadas queimavam a árvore. Rs. Em ano nenhum que ela foi decorada, houve danos. Pelo contrário, eu acho que ela era tão bonita, que muitas criancinhas deviam rezar por ela, na hora de dormir.

Mas não teve jeito! Nunca mais ela foi decorada. Acho que não foi cortada, porque aí, a polêmica seria muita né? Rs. E, hoje, essa Prefeitura “peleja” “peleja” “peleja” com a decoração das ruas, mas, não tem jeito. Não chega “aos pés” daquela linda árvore que, na minha opinião, simbolizava brilho, luz, alegria… emoções que buscamos no Natal, quando nos sentimos renovados e pré-dispostos a recomeçarmos, sendo pessoas melhores.

Parece bobeira né? Mas quem mora aqui não esquece da árvore. Mas, enfim, fazer o que né? Os nossos políticos se recusam a admitir que o seu antecessor possa ter feito algo legal, mesmo que seja uma singela árvore de Natal! Imagine nas coisas maiores.

Enfim, quem sabe, um dia, eu subo na árvore e enfeito ela, até a Polícia Militar chegar pra me levar presa. Rs.

“Ainda que se percam outras coisas ao longo dos anos, mantenhamos o Natal como algo brilhante.…. Regressemos a nossa fé infantil.” (*Grace Noll Crowell)

O espírito do Natal baixou em mim!

Natal é legal, apesar da correria que a gente vê nas ruas, nos bancos… Todo mundo apressado, dezembro mal começou e é só você sair de casa e percebe que tá tudo diferente. As lojas estão cheias, as calçadas intransitáveis… Engraçado isso, né? O clima fica diferente. As pessoas parecem mais felizes. Mesmo sabendo que, provávelmente, vão se endividar pro resto de 2008. Rs.

Eu só não gosto das comidas de Natal. Gente, tem coisa mais sem graça que peru? E por que essa mania de matar tantas porquinhos (meus irmãozinhos palmeirenses) prá assar? Rs. Isso tá errado!

Apesar de não comer nada disso, como prá caramba no Natal. Fico experimentando as tortas salgadas, a salada, as sobremesas… e chega na hora da ceia, não cabe mais nada. Ano passado, passei a ceia tomando boldo. Meu marido até plantou um pé dessa planta aqui em casa, caso eu vá precisar de novo este ano. Rs. Só experimento viu? Não ajudo a fazer nada não. Rs. Só fico na supervisão.  Ah, mas como nada é perfeito, sobra uma louças prá eu lavar. E quanta louça, meu Deus! Tenho que lavar um pouco e sair correndo, porque elas não acabam nunca. É A MULTIPLICAÇÃO DAS LOUÇAS. Nunca vi isso na minha vida!

Enfim, eu comemoro é o sentimento que o Natal desperta nas pessoas. É bonito ver isso. Parece que todo o mundo fica mais maleável e bondoso, com esperanças renovadas. Mesmo que, com o passar da data, tudo volte ao normal, pelo menos, durante um tempo, o “ar” ficou mais puro e, quem sabe, provocou MESMO algumas mudanças em algumas pessoas, né?

“Aviso de ultima Hora! O Natal foi cancelado, e a culpa é tua. Disseste ao Pai Natal que te tinhas portado bem este ano e ele morreu de rir!”